A sensação de voar utilizando um traje planador (ou uma espécie de macacão com asas), ganhar velocidade, fazer manobras, passar por belas paisagens montanhosas e estar nos ares, em vôo livre, certamente, é de liberdade plena. Mas a prática do wingsuit parece ser tão perigosa quanto prazerosa. O esporte radical de alto risco deixou, apenas em 2013, quinze "homens-pássaro" mortos. Somente nas últimas semanas, durante o verão europeu, que termina no dia 23 de setembro, foram nove.
Dentre as vítimas fatais estão dois famosos da modalidade. No dia 14 de agosto, o britânico Mark Sutton bateu em uma colina rochosa dos Alpes suíços, depois de dar um salto de um helicóptero a três mil metros de altura. Em 2012, na abertura das Olimpíadas de Londres, o esportista, que trabalhava como dublê, saltou de paraquedas vestido do agente secreto James Bond, dos filmes da franquia 007.
Nesta sexta-feira, o apresentador de TV e especialista em esportes radiciais, Álvaro Bultó, de Barcelona, morreu em Berna, na Suíça, por conta de uma falha no equipamento de vôo, com a presença de outros praticantes. Eles chegaram a acionar o resgatre, mas o catalão estava morto quando as equipes chegaram ao local.