
Para muitos escritores, o desejo de ver seu nome impresso na capa de um livro era um sonho distante, dificultado pela recusa das editoras a publicar autores novos e pelos altos custos que envolviam as edições independentes das obras.
Com as novas tecnologias, a situação mudou de figura: o propalado fenômeno da 'autopublicação' já é uma realidade e mobiliza um mercado que rendeu verdadeiros êxitos editorias como Cinquenta Tons de Cinza, livro que se beneficiou da tendência antes de estourar, em 2011, e é um dos marcos citados por quem não quer mais dar com a cara na porta antes de ingressar nas livrarias.
"No modelo tradicional de publicação, as editoras não querem fazer apostas muito arriscadas e estão contratando cada vez menos escritores novos", afirma o empresário baiano Ricardo Almeida. Há quatro anos, Ricardo era um aspirante a escritor que, depois de ter o seu primeiro romance rejeitado por várias editoras, reuniu-se com dois sócios e fundou o 'Clube de Autores', site que tem o objetivo de facilitar a autopublicação de livros.
Hoje, o 'Clube de Autores' tem um catálogo com mais de 30 mil títulos, todos publicados sem a intermediação de nenhuma editora. "A vantagem da autopublicação é que o autor é quem define quanto quer receber de direitos autorais, e o preço final do livro é definido a partir deste valor", explica o diretor-presidente da plataforma gratuita, onde é possível ter acesso a todas as ferramentas necessárias para produzir um livro.
Autor de Ninguém Matou Baltazar, coletânea de contos recém-lançada pela Editora da Universidade Federal da Universidade de Campina Grande (UFCG), Ramilton Marinho é um dos escritores que foram revelados pelo 'Clube de Autores' e que acabaram despertando o interesse das editoras formais.
Professor de sociologia, Marinho lançou seu livro de contos primeiro através do 'Clube de Autores', em 2011, e só depois a obra ganhou nova edição pela editora universitária, com tiragem e distribuição feitas da forma convencional.
via: Cuitépbonline